sexta-feira, 2 de julho de 2010

Prazer, eu te conheço?

Desde que te conheço você é complicada de ser definida, sempre é carinhosa e carente, atenta e esquecida, alegre e deprimida, vazia e completa, decidida e confusa, uma pura antítese.
Te entender não é fácil, me custou muito pra perceber que essa sua antítese geminiana se encontra dentro de um coração canceriano, que mora ao lado de um ego leonino, uma percepção escorpiana e, acima de tudo, um pensamento aquariano.
Precisa das outras pessoas assim como de água, é essencial. Só que mesmo assim, as afasta como se fossem uma espécie de ácido, doloridas... Poucas pessoas duram mais de meses, elas geralmente voltam, mas é difícil durarem plenamente mais de meses, não que seja uma coisa ruim, mas é uma característica sua em decorrência do seu medo de ser magoada, já que ele é muito grande por você ser frágil demais.
Pessoas doces costumam ser mesmo... – eu, pessoalmente, acho uma graça.
Sua fragilidade é conseqüência da sua dureza. E espero que não interpretem um dura como um fria, pois embora a diferença seja tênue, ela existe. Você é calorosa, muito calorosa, porém dura. Sente tudo o que tem direito, mais um pouco e ainda sim guarda tudo pra ninguém jamais saber que você chegou a sentir o que sente, enfia tudo tão dentro de você, coloca tantos obstáculos e provas até decidir compartilhar com alguém, que somente com um mapa para conseguir chegar ao seu coração. – a verdade é que você é difícil para amar, mas se apaixona com muita facilidade.
Paixão é uma palavra que deveria estar entre o ‘Carolina’ e o ‘Colicigno’ do seu nome, você se apaixona demais! Só que essas suas paixões te tornam muito inconstante, o que sempre dá aquele frio na barriga. É um frio gostoso, sei que nunca vou ficar entediada do seu lado, afinal, eu sou geminiana – e um pouco ariana – e não suporto ficar no tédio. Você tem aquele ar de mistério, um sex-appeal, carinha de criança emburrada e um jeito de ‘sou tudo o que você sempre sonhou’. E só pra você saber... isso é um tesão.
Não posso deixar de dizer o quanto é perfeito namorar com uma pessoa como você. Sua paciência é algo que eu jamais na minha vida vou conseguir ter, mas é essa sua paciência e calma que me ajudam quando dou um piti completamente irracional por medo de te perder. Te perder seria trágico, pelo motivo mais óbvio.
Você é tudo pra mim.


"Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra."
Caio Fernando Abreu.

Pilar

É nas horas de dificuldade que percebemos quem realmente vai estar ali pro famoso ‘sempre’. Não serei hipócrita – o suficiente –, para dizer que nunca acredito nos outros, que sou um ser desconfiado. Não deixo de o ser, mas nunca tive muitas reservas, com você ainda, não devo precisar nem dizer que delongas sempre me faltaram.
Nosso relacionamento sempre fluiu, que nem água em cachoeira, parte da natureza, do curso natural das coisas. Você, antes mesmo de eu saber, já era parte de mim, ao te conhecer te integrei, te aconchegando cada vez mais fundo no meu peito, até que você se alojou no meio do meu coração. Seu lugar é tão sagrado pra mim, que nem mesmo minha fé, na coisa mais absurda, conseguiria roubar seu trono.
Vigia, é assim que te considero. Vigia, pois cuida de mim, é a irmã que eu preciso. É a voz que me falta, a razão que me é branda. Vôo fácil até as nuvens, mas você é quem sempre faz questão de me deixar sonhar o tanto que a vida permite. Não por maldade, mas por não querer que eu tombe mais tarde e pare de voar.
Meu maior medo nessa vida é te perder, só de cogitar sua mudança pra uma cidadezinha de interior me apavoro, em tal escala que consideraria mudar meus planos para te ter por perto. Não é questão de obsessão, mas sim de amizade. Sua amizade virou fisiológica, parte de mim. Seria como querer viver sem um coração... E com você longe, eu não o tenho, pois ele vai com você aonde quer que você vá.

“Os grandes amores são assim mesmo, eles nos dão o caminho da emoção, mas os sentimentos de verdade são apenas nossos, ninguém copia, ninguém leva, ninguém divide..."
Tati Bernardi

Confissão

Neguei, neguei friamente por muito tempo, que um dia senti sua falta. Machucava meu ego, mais do que qualquer outra coisa, admitir que sentia saudades de alguém que não queria saber de mim, que me acusava de coisas que eu não fiz, ainda mais sendo que tudo que eu sempre tentei foi estar mais perto, mais chegada e fazer o meu melhor.
Os primeiros meses foram os mais difíceis, úmidos e áridos... Meus olhos cada vez mais encharcados, meu coração cada vez mais seco. Precisava de você, eu clamava por você, mas minha esperança, de que importaria se eu te pedisse pra voltar, era nula. Cria que seu amor por mim tinha sido uma mentira, que nossa amizade uma ilusão que eu criei, para me satisfazer na necessidade patológica de preencher minha solidão.
O tempo passou e no lugar da aridez, ficou a agonia. A agonia de te ver na rua, diversas e repetidas vezes, mas não cumprimentar. A agonia de saber que eu precisava de alguém, mas não qualquer alguém, meu alguém era você.
Tentei te substituir. É a mais pura verdade quando te dizem que não há um jeito de substituir uma pessoa, cada um é único. Você na minha vida é singular ao extremo, tanto que, quanto mais tentei te substituir, com mais raiva fiquei. Por mais esforços que eu fizesse, jamais encontraria alguém como você, sempre sentiria a sua ausência espremendo meu orgulho e dilacerando meu coração.
Minha melhor amiga não estava lá, eu não estava mais lá... Menos de um ano, em menos de um ano mudei, estava perdida, tentando te encontrar, sendo que esse tempo todo você estava bem aqui, comigo.
Chega a ser engraçado como eu fui burra, como a falta de percepção me fez sofrer por algo que poderia ter se resolvido tão antes. Meu medo de te perder pra sempre me impediu, por muito tempo, de tentar. Eu, que sempre fui toda orgulhosa de dizer ‘eu tentei’, tinha perdido a coragem pra dar a cara a tapa e tentar te reconquistar. Tive medo da derrota. Eu não conseguia te perder de novo... Não mais uma vez.


“Sinto-lhe como ponte elevadiça.
Subo. Desço.
Entro e saio.
Jamais fico,
jamais ao lado
Somente embaixo
somente em cima.”

Fernanda Young

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Atemporal

Então eu percebi... Não era, não foi. Meu medo de admitir sempre me consumiu. É.
É o amor mais intenso, mais carinhoso, mais sincero. É o melhor sexo, melhor beijo, o abraço mais aconchegante. O seu toque na minha pele arte ou gela, não existe meio termo. É, ou não é. Nós somos.
Certa vez me perguntaram se acredito em destino... Eu creio que você é o meu destino, o passado foi e o futuro faremos ser, isso me conforta.
Seu olhar me dá frio na barriga, estremece tudo dentro de mim... para meu coração. Meu mundo não gira quando estou ao seu lado, porém, quando estou longe, ele gira ao seu redor. Sem você não consigo ser. Nunca amei ou amarei, eu amo.
Nosso amor é sempre presente..
.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Equação

2+2=5 é a maior prova da nossa incerteza. Sempre foi uma conta que estava errada, que não chegava a nenhum lugar. O nosso 5 nada mais era do que o 'eu e você, você e eu' + um. Tenho medo de resolver a equação direito. De transformar 2+2 em 4 e 4 em um só, nós. As coisas continuam sendo difíceis, de aspectos diferentes, mas ainda são incrívelmente complicadas. Espero que você ainda queira me ajudar a resolver uma equação tão antiga, com tantas variaveis. Que pegue na minha mão e me ajude a escrever que 2+2=4.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Amar é Preciso

Não sei mais o que pensar, nem em como botar pra fora toda essa angustia. Minhas palavras dizem tudo, mas seus ouvidos nada entendem... Não acredito que seja culpa minha, foi você que estragou tudo dessa vez.
Minha mão está fraca e meu coração mais apertado do que nunca.
Vou conversar com meus amigos e todos concordam com o que eu não queria ouvir. Não sei sigo conselhos ou se escuto meu coração.
Você me despedaçou, desonrou nosso amor e agora quem tem que sofrer sou eu.
Fico constantemente pensando nos meus erros passados, porque dessa forma me convenço de que te devo alguma coisa. Mas não devo nada a ninguém, somente a mim.
Sempre fiz de tudo por você e nunca fui reconhecida. Ser taxada como reclamona e carente foi mais fácil do que eu imaginava, sendo que ao invés disso você deveria me chamar de carinhosa e presente.
Às vezes tenho muita vontade de jogar tudo pro alto e recomeçar, porque aparentemente é isso que a vida quer que eu aprenda, a recomeçar.
Eu já falei que não aguentaria de novo, mas eu sei que conseguiria. Me apaixonaria novamente e seria feliz até ter que recomeçar outra vez. Mas eu não quero.
Estar com você é muito bom, seja perto ou longe, o fato de estar com você é bom. Gosto dos nossos planos, dos nossos momentos, brincadeiras e da nossa vida juntas.
Jamais pensei que você iria me tirar o sono, muito menos a minha auto-confiança.
Batalhei tanto para chegar onde eu cheguei. Foi um longo caminho e não foi fácil, até hoje não é fácil.
Ando tão magoada que a dor virou física, chego a sentir dores no corpo. Fico enjoada de pensar sobre o que aconteceu e não sei como lidar com isso tudo.
Sabe aquela velha história sobre andar em círculos? Eu não quero isso pra minha vida.
Entendi o que você me explicou, mas ainda não consegui assimilar o porquê.
Eu tentando mudar pra ser melhor pra você e você só ligando pro que é melhor pra sua pessoa, sem nem tentar me conquistar.
Antes disso tudo pensei que era muito mais flexível e compreensiva. Me enganei. Sou cíumenta e sensível.
"Será que eu vou dar conta?" é o que eu mais me pergunto.
"Quanto tempo vai durar?", "Por que eu não sou o suficiente?", "Quem fez a cabeça dela?" são perguntas que não saem do meu pensamento.
A pessoa que eu amo me ama também, me quer por perto e só quer a mim...
Quem é você?
Eu ainda te quero, te amo... Mas não vou lutar se eu já perdi a batalha.

Me dê motivos para vencer!
Porque se não der nós duas perderemos.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Doces Estações

Eu tive que dizer não, porque em meio a tantos sins eu perdi a noção básica do certo e errado. Entendia que o que você queria não era uma análise do bom e do ruim, queria dois corpos em uma cama, fazer tudo mas escondendo tudo, porque se soubessem, seria real.Seu ego sempre foi mais importante do que eu. “Eu te amo” não tinha sentido sendo que tudo que você amava estava encurralado dentro de uma casa, naqual ninguem entrava e eu não podia sair. Estava sufocada, queria respirar e toda vez que eu conseguia um pouco de ar, você me beijava como se o mundo fosse terminar ali e “agora”. Tirava meu chão e meus pulmões ficavam cheios de esperança.Sabe, fica muito bonito dizer que meu primeiro amo durou muito, se ocultarmos que sofri todos os dias em que te amei, se não dissermos quantas lágrimas eu chorei e de como fui besta.Seria um lindo romance, para ser escrito. Daqueles que o leitor não consegue se desconectar, são tantas as traições, ramificações, segredos e sentimentos que até eu gostaria de descobrir o final logo. Porém, foram três anos. Eu esperei, mas a única cosa que eu ganhei foi um “sonhei com você” praticamente dois anos depois.Você foi muito pretensiosa em achar que três palavras vão resumir tudo, sendo que quando falei “eu te amo” a única coisa que aconteceu foi ouvir “eu amo outra”.Dei tudo por você, até mesmo me deitei com você, te dando a minha maior confiança e depois de tudo isso, descobri que foi só mais uma noite, só mais uma garota.Pior de tudo, foi que eu acreditei que por ouvir “sonhei com você”, poderia um dia ser o sonho contínuo... Mas nunca passei daquele sonho que você esqueceu após uns copos d’água.É frustrante, porque arrisquei tudo. Namoro, coração e conforto.Tudo mesmo!Como se já não fosse o suficiente arriscar minha vida em vão, ainda tive que ouvir diversas vezes que eu sou covarde, que meu sentimento não era sincero, que eu não sabia o que sentia. Sendo que quem tinha medo não era eu.Fui eu que dei a cara a tapa - se não inteira, a metade no mínimo eu dei -, arrisquei, tentei e posso dizer que se alguém estragou tudo não fui eu.A única coisa boa é que o antigo motivo de choros, hoje é de lembranças e as vezes de saudades. Mas mais importante é que me serve de afirmação. Foi o que tinha que ser – ou deixar de ser. E graças a Deus – e a você – não foi.

"Mas aí, daqui alguns dias... você vai me ligar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor."
Tati Bernardi